Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa. II Crônicas 15:7

sábado, 22 de outubro de 2011

Testemunho da Rebeca

 Um Milagre Chamado REBECA

Muitas pessoas atribuem às lutas e provas que enfrentam aos pecados cometidos, mas creio que Deus usa esses momentos para nos fazer crescer e manifestar a sua glória em nossas vidas e não para nos castigar. Quero compartilhar com os irmãos, a manifestação gloriosa do milagre de Deus na vida de minha filha Rebeca.
Em agosto de 2008 recebemos um segundo presente maravilhoso do Senhor, nossa filha Rebeca, que nasceu com um problema muito raro no coração, chamado Truncus tipo I. Até então nem imaginávamos que uma criança pudesse já nascer com problema cardíaco, mas descobrimos da pior maneira possível... Na nossa princesinha.
Seu problema foi descoberto com 2 dias de vida e, segundo os médicos, aqui em Teresina não havia nenhum especialista que fizesse a cirurgia para corrigir o problema dela, mas ela não suportaria uma transferência. A opção que nos deram foi fazer uma cirurgia “paliativa” para que ela pudesse chegar até algum lugar que fizesse. Então, entregamos nas mãos de Deus e, aceitamos fazer essa cirurgia. Com 7 dias de vida  ela fez a cirurgia e, para glória do Senhor, correu tudo bem. Depois de uns 20 dias de UTI, recebeu alta já encaminhada para Recife, onde poderiam fazer a corretiva.
Quando chegamos em Recife, o Senhor guiou nossos passos, e através de uma amiga do pastor que nos acolheu (Pr. Aurivan Marinho), fomos conversar com a cirurgiã Sheila Hazin, que nos encaminhou para fazer alguns exames e pagamos uma quantia  insignificativa (R$ 80,00), perto do que custaria a consulta e todos aqueles exames, no Real Hospital Português. Com os exames em mãos ela nos disse que daria para esperarmos mais um tempo e que ela precisaria ganhar peso.

Voltamos para casa e retornamos 3 meses depois, dessa vez já fomos encaminhados para a 2ª cirurgia da nossa bebê, mas só conseguimos vaga para fevereiro de 2009 e com 6 meses Rebeca fez a 2ª cirurgia, que era pra ser corretiva, mas devido a demora seu pulmão estava comprometido e foi necessário fazer uma outra “paliativa”. Infelizmente nessa cirurgia ela teve muitas complicações, logo que saiu do bloco cirúrgico e chegou na UTI, teve uma parada cardíaca e foi reaberta ali mesmo, conseguiram reanimá-la e ficou tudo bem momentaneamente. Porém Rebeca não conseguia sair do respirador e depois de 30 dias de UTI resolveram fazer um cateterismo para identificar o motivo que a impedia de respirar sozinha e constataram que só um pulmão estava recebendo sangue e com 45 dias de cirurgia sem sair da UTI, minha guerreira faz a 3º cirurgia para mandar fluxo para o pulmão esquerdo (outra paliativa). Não preciso nem falar meu estado emocional, mas descansava em Deus.
Nessa cirurgia tudo correu bem e depois de 8 dias de UTI, ela recebeu alta para o quarto, estávamos muito felizes e gratos a Deus, mas depois de poucos dias no quarto ela teve uma infecção hospitalar e voltou para UTI bem grave, voltou a ser entubada, teve 8 paradas cardíacas, sangrou pelos pulmões... os médicos já não davam esperança diziam que já haviam feito tudo que estava ao alcance deles.  
Já quase 4 meses de lutas e pedindo a Deus que curasse minha filha e só tinha como resposta o silêncio dEle... não suportava mais aquela situação e então entreguei minha filha nas mão do Senhor, para que Ele fizesse o melhor por ela. Meus irmãos, eu não imaginava que fosse tão difícil entregar um filho nas mãos do Senhor. Nós consagramos nossos filhos, dizemos que são do Senhor, mas muitas vezes só da boca pra fora, sentimos eles como nossos. Eu chorei muito e fiz essa entrega de coração e parei de pedir a cura, pedia que Ele fizesse o melhor, pois sua vontade era boa, agradável e perfeita.


Na semana que fiz a entrega, Rebeca piorou consideravelmente, imaginei que o Senhor levaria meu bebê para junto dEle, mas na semana seguinte, o poder de Deus começou a se manifestar na vida  dela e os médicos não entendiam o que estava acontecendo, só diziam que ela era muito forte e que estava reagindo. Ela voltou pro quarto e fomos transferidos para um hospital de Teresina para que ela terminasse os antibióticos.
Quando fomos transferidos eles nos explicaram, que nossa bebê seria muito especial e que teria uma vida quase que vegetativa devido as paradas cardíacas que ela teve, fora o problema cardíaco. Hoje Rebeca já está com 3 anos de idade, já está quase andando e falando, para honra e glória do Senhor Jesus. Ela tem sim, algumas limitações devido aos problemas cardíacos e neurológicos, mas está bem acima das expectativas médicas e fora das estatísticas dos casos já estudados, como gosta de falar o seu cardiologista. No final de julho desse ano ela fez sua 4ª cirurgia, ainda paliativa devido as limitações dos seus pulmões, mas é uma criança muito esperta e feliz, pois o Senhor é a sua força.
Quanto a mim, aprendi a confiar ainda mais no Senhor e entendi verdadeiramente o que o apóstolo Paulo quis dizer, quando falou lá em 2 Coríntios 12:10b “...quando sou fraco aí é que sou forte”. Pois quando humanamente não temos mais saída, buscamos mais intensamente a Deus e a nossa força passa a vir dEle, aprendemos a depender da graça do Senhor. Amém.
Que o testemunho de minha filha possa edificar muitas vidas, pois a glória do Senhor tem se manifestado constantemente em sua vida.                      
Pr. Salatyell Sírio da Silva Nogueira e 
Antonielly Silva Ribeiro Nogueira
 


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